CAMPINAS, 28 DE SETEMBRO DE 2012

Ficou uma lacuna

23/06/2013 - 05h00 - Atualizado em 24/24/2013 - 12h30
Janete Trevisani
janete@rac.com.br
Foto: Reprodução
Reprodução
Brasil de Oliveira (à esquerda, de amarelo): jornalista esportivo morreu aos 46 anos, em 10 de setembro de 1996

Tenho saudades do Brasa, como era conhecido o jornalista Brasil de Oliveira, que vivia ali pelas bandas do Café Regina e do Eden Bar, no Centro. Sua paixão era o futebol, e experts no assunto dizem que ele foi o maior profissional na arte de revelar ao mundo os craques da bola. Por ironia do destino, foi no Dia da Imprensa que ele morreu, em 10 de setembro de 1996, aos 46 anos, de ataque cardíaco. E os amigos do futebol ficaram de luto.



“Aquele abraço amigos do futebol!”. Era assim que Brasil se manifestava cada vez que falava na Rádio Central. Ele começou a trabalhar na imprensa de Campinas em 1972, como repórter de esportes do Correio Popular, cuja redação funcionava no prédio da Rua Conceição. Um ano antes, havia feito teste para locutor na Rádio Cultura, mas não foi aprovado. Quando entrou no Correio, não sabia escrever a máquina. Suas reportagens eram então escritas a mão e depois datilografadas pelos companheiros de redação. O jornalista Valter Belenzani, que também trabalhava no jornal, colocou o amigo num curso de datilografia para que o problema fosse solucionado.


Coluna sobre kart
 

No final de 1975, Brasa deixou o Correio Popular para trabalhar no Diário do Povo. Assinava uma coluna sobre kart com o pseudônimo de Rodrigo Lagoa. Dois anos depois, transferiu-se para a sucursal do Jornal da Tarde em Campinas. Desde então, nunca mais abandonou o grupo O Estado de S.Paulo – ele escrevia para a Agência Estado e suas matérias eram publicadas no Estadão e em jornais de todo o País, entre eles o Correio.
Ainda na década de 1970, Brasil entrou para o radiojornalismo. Passou a ser comentarista de futebol na Rádio Educadora de Campinas. Nos últimos anos de vida, exerceu a mesma função, só que na Rádio Central. Nunca abandonou o jornalismo impresso. Gostava das duas coisas. A última reportagem de Brasil foi publicada no Estadão um dia antes de sua morte. Falava sobre a euforia do Guarani após quatro vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro.


Antes de ser jornalista, Brasil trabalhou no departamento de basquete do Tênis Clube, que na época tinha como vice-presidente o político José Roberto Magalhães Teixeira, prefeito de Campinas por duas vezes (de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996).


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Comentários
  • Em 24/06 as 18h42 por:Elcio Paiola
    Janete Que saudade! O Brasa nos uniu em pensamento. Beijos Elcio Paiola

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