CAMPINAS, 28 DE SETEMBRO DE 2012

Campinas iluminada

14/11/2012 - 15h33 - Atualizado em 18/18/2012 - 13h48

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legenda Lampadário de arco voltaico no largo do antigo Teatro São Carlos, demolido para a construção do Municipal, que também não existe mais e casa lamparina

 legenda Lampadário de arco voltaico no largo do antigo Teatro São Carlos, demolido para a construção do Municipal, que também não existe mais e casa lamparinaOs ventiladores de teto da Casa Barsotti, na Rua Barão de Jaguara, frequentada pela intelectualidade republicana, giraram pela primeira vez em janeiro de 1908. Não demorou muito e praticamente todas as ruas do centro ganharam luminárias de arco voltaico. Muitas residências tinham não só eletricidade, mas também ventilador, fogão elétrico e até banho quente.


Em 30 de abril de 1912 foram acesas 240 luminárias nas ruas Dr. Quirino, Largo São Benedito e Jardim Público (Praça Imprensa Fluminense). Casas comerciais que ficavam abertas à noite, lucraram na aparência de suas mercadorias, e as vitrines começaram a se tornar motivos de interesse para as famílias, que passaram a admirar os produtos expostos sob a intensa claridade das lâmpadas.

Os anúncios luminosos enfeitavam as fachadas de lojas, bares e teatros, dando às ruas uma nota festiva e alegre. Nos largos da Matriz Velha e do Rosário foram instalados postes artísticos, com luminárias de arco voltaico, melhoramento que foi estendido para as demais ruas centrais.

Até os folguedos carnavalescos, que já estavam em declínio, voltaram a ficar animados com a luz elétrica. A Rua Barão de Jaguara era ornamentada por uma esteira de lâmpadas de grande efeito decorativo. Em seguida, surgiram os bondes de carga (gôndolas), muito bem iluminados, que desciam para o Centro, transportando blocos de moças e rapazes originalmente fantasiados, contribuindo para maior alegria e vibração da festa popular.


 legenda Lampadário de arco voltaico no largo do antigo Teatro São Carlos, demolido para a construção do Municipal, que também não existe mais e casa lamparinaCom isso, desapareceram os lampiões de gás, símbolos de uma época e cuja serventia durou mais de 35 anos, afugentando as trevas em que viviam mergulhadas as ruas de Campinas.

Para as donas de casa, a energia elétrica favoreceu bastante o trabalho doméstico, com o aparecimento de vários aparelhos úteis, destacando-se, entre outros, o chuveiro a fornecer banhos quentes a qualquer hora, e o fogão, limpo e higiênico, sem a fumaceira que enegrecia as paredes da cozinha, com o antiquado uso do carvão e da lenha.


O que é

Arco voltaico é o nome dado genericamente ao fluxo intenso de corrente elétrica que se forma entre dois eletrodos energizados com alta voltagem, colocados próximos um do outro. Essa luz, desde 1801, foi considerada a mais poderosa, sendo empregada em projetores de cinema e iluminação de shows e teatros (como canhão de luz).


Lagoa homenageia Isaura

Conhecida popularmente como Lagoa do Taquaral desde que o córrego Guanabara foi represado, em 1950, o nome oficial da lagoa é Isaura Telles Alves de Lima (lei número1949, de 03/11/1958, votada pela Câmara e promulgada pelo então prefeito Ruy Novaes). A ideia era homenagear a esposa de Joaquim Bento Alves de Lima, proprietário da antiga Fazenda Taquaral que doou a área para a formação do Parque Portugal. Dona Isaura nasceu em Campinas em 20/06/1880, filha do coronel Antonio Carlos da Silva Telles, abolicionista convicto e membro do importante grupo de republicanos que existiu então em Campinas, que incluia figuras como Glicerio, Campos Salles e Bernardino de Campos. Casou-se em 1899 com Joaquim Bento Alves de Lima; o casal tornou-se conhecido na cidade pelo apoio que dava a instituições filantrópicas e de caridade.


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